Estratégias: O Brasil e o mercado de cosméticos

Então, se pensarmos em estratégias, o que fazer? Vou traçar agora, algumas observações para que seja possível desenhar uma estratégia nesse mercado. Na BeautyWorld Middle East, em Dubai, nos Emirados Árabes, o destaque está para os produtos feitos no Brasil, que a cada feira, crescem sua participação e o mais importante é que não estou […]

Artigo escrito por Cristiano Ricardo

Então, se pensarmos em estratégias, o que fazer?

Vou traçar agora, algumas observações para que seja possível desenhar uma estratégia nesse mercado.

Na BeautyWorld Middle East, em Dubai, nos Emirados Árabes, o destaque está para os produtos feitos no Brasil, que a cada feira, crescem sua participação e o mais importante é que não estou falando em apenas uma empresa, mas sim, em várias delas, posso citar a Bonyplus, Racco, O Boticário, Água de Cheiro, L´Acqua di Fiori, Chamma da Amazônia, SNC, Niasi, NuNAAT e Surya Henna, como marcas que negociadas através desta feira, chegaram ao mercado árabe. Já é possível encontrar produtos brasileiros, como os da Amazônia Natural (marca que já é presente em países como Portugal e Espanha), em supermercados no Kuwait.

Mas esta via não é de mão única, a HTM Sukhtian, empresa da Jordânia (presente também nos Emirados Árabes, Arábia Saudita e Palestina) já em 2007, participou da Hair Brasil, na busca por entrar no mercado brasileiro.

O que deve ficar claro, neste caminho de entrada dos produtos brasileiros no mercado árabe, e do mercado árabe no Brasil, é o alto padrão de exigência do consumidor árabe, onde qualidade e inovação são itens essenciais para a continuidade do negócio.

Mesmo quando se fala em exportação de produtos cosméticos de outros países, também se pode falar que existe um pouco do “tempero” brasileiro, a exemplo da L’Occitane, que ao lançar sua Linha Brasil, que chama atenção por ser 100% orgânica e focada nas comunidades da Amazônia, ou seja, eles já sabem o caminho do mercado (claro, estou falando da empresa francesa de cosméticos que aos 28 anos de mercado, possui boa infiltração mundial).

Agora, pense comigo, você realmente acredita que ao se desenvolver uma linha de produtos cosméticos, devemos apenas pensar no mercado regional? Pode até ser uma alternativa, talvez ir ao caminho inverso dos demais, o que pode dar certo ou que pode ser o caminho para um grande fracasso. Tudo vai depender do grau de inovação e qualidade do produzido, muito além do preço de alguns.

Hoje, o caminho da inovação e da qualidade está na escolha de bons fornecedores, e a palavra “bom” associada à palavra “fornecedor” pode gerar interpretações das mais diversas, bem como o conceito de qualidade. Então, o mais importante é conhecer muito bem o seu foco mais à frente e daí estabelecer sua estratégia de trabalho, seja no mercado internacional, quanto no nacional, observando todas as nuances, como um organismo por completo. Assim, é possível ter destaque, sem contar apenas com o feeling na escolha dos produtos da linha. O mesmo se aplica a quem vai apenas comercializar o produto de outras empresas, a regra é simples: “Se tendo feeling, você lucra, imagine se você tiver uma boa estratégia?”.

Cristiano Ricardopor Cristiano Ricardo
Colunista do Portal Estética Brasil
Farmacêutico – Bioquímico
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