Constipação intestinal na terceira idade

Uma das principais doenças crônicas relatadas na terceira idade é a constipação intestinal ou “prisão de ventre” que afeta entre 25% e 28% da população dos países ocidentais e que muitas vezes, devido às alterações fisiológicas ocorridas com o envelhecimento é considerada uma condição “normal” da idade, mas, na verdade esta é uma condição de […]

Artigo escrito por Claudiane Monsores

Uma das principais doenças crônicas relatadas na terceira idade é a constipação intestinal ou “prisão de ventre” que afeta entre 25% e 28% da população dos países ocidentais e que muitas vezes, devido às alterações fisiológicas ocorridas com o envelhecimento é considerada uma condição “normal” da idade, mas, na verdade esta é uma condição de perda importante na qualidade de vida.

Muitos pacientes definem constipação utilizando-se de um ou mais sintomas, porém existe uma forma padronizada internacionalmente para diagnosticar constipação que se baseia nos critérios de Roma II, compostos por seis sintomas: menos de três evacuações por semana, esforço ao evacuar, presença de fezes endurecidas ou fragmentadas, sensação de evacuação incompleta, sensação de obstrução ou interrupção da evacuação e manobras manuais para facilitar as evacuações. São considerados constipados aqueles que apresentam dois ou mais desses sintomas, no mínimo em um quarto das evacuações, referidos por pelo menos três meses (não necessariamente consecutivos), no último ano embora possam ser considerados os últimos três meses.

A origem da constipação intestinal no idoso pode ter vários fatores envolvidos como os emocionais, patológicos, físicos, medicamentosos e dietéticos. Neste sentido, a qualidade, a quantidade dos alimentos e a sua distribuição são importantes fatores relacionados à constipação intestinal, como uma ingestão calórica inadequada, ingestão inadequada de líquidos, refeições apressadas e irregulares e dieta pobre em fibras.

As fibras alimentares ou dietéticas são componentes da parede celular e de estruturas intercelulares dos vegetais, frutos e sementes que passam ao cólon sem sofrer grandes modificações, onde então são fermentados pelas bactérias da flora intestinal, produzindo ácidos graxos, gás e energia. Existem 2 (dois) tipos de fibras: as solúveis que retardam o esvaziamento do estômago e diminuem a velocidade do trânsito intestinal; e as fibras insolúveis que aceleram o trânsito intestinal. Deste modo, um consumo adequado de fibra alimentar constitui um componente primordial na terapêutica e principalmente na prevenção da constipação intestinal, porém deve ser avaliado em conjunto com os demais fatores predisponentes.

A ingestão hídrica também possui grande importância na gênese e na terapêutica da constipação intestinal, uma vez que o baixo consumo de água é um fator agravante da constipação intestinal, já que a pouca quantidade de água ingerida torna as fezes mais duras e também ressecadas, exigindo-se assim um maior esforço para expeli-las. Além destes fatores, tem se observado uma relação do surgimento e agravamento desta patologia com o sedentarismo.

Para prevenção e tratamento da constipação intestinal recomenda-se uma ingestão diária de 25-30g de fibras por dia que pode ser alcançada através do consumo de cereais integrais, frutas, verduras e legumes; diminuição do consumo de alimentos refinados como: açúcar, doces, bolos, arroz branco, massas, pão branco, farinha de trigo refinada; consumo de sucos, água de coco e no mínimo 2 litros de água por dia e prática de atividades físicas e de lazer sob orientação médica.

A terceira idade não é o fim da vida, mas sim uma nova fase que deve ser vivida e aproveitada como todas as outras, então: alimente-se com saúde, mexa-se e seja feliz!

Idosos Felizes

Claudiane Monsorespor Claudiane Monsores
Colunista do Portal Estética Brasil
Bacharel em Nutrição pela UNIRIO
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1 Comentário para 'Constipação intestinal na terceira idade':
  1. Maria Aparecida da Cruz says:

    Tenho 54 anos em 2004 sofri um AVC isquemico, desde essa época fiquei com a urina e o intestino funciona quando quer, isto é, o cerebro não comanda mais os dois,agora estou com radiculopatia, mas sinto fortes dores que começam no esofago e desce até o intestino, geralmente doi a noite, quando estou em repouso, estou apresentando constipação, o que fazer?

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