Aprendizados: O Brasil e o mercado de cosméticos

Já dizia um sábio, que devemos aprender com os nossos erros, mas creio que aprender com o erro dos outros é sabedoria muito maior. Além disso, é muito mais fácil saber onde e quando (além do principal: porque) errou. Não distante das outras áreas, o mercado de cosméticos também demonstra formas de erro e seus […]

Artigo escrito por Cristiano Ricardo

Já dizia um sábio, que devemos aprender com os nossos erros, mas creio que aprender com o erro dos outros é sabedoria muito maior. Além disso, é muito mais fácil saber onde e quando (além do principal: porque) errou. Não distante das outras áreas, o mercado de cosméticos também demonstra formas de erro e seus aprendizados, e o quanto que podemos desenvolver frente a esses erros.

Normalmente, pensamos no aprendizado a partir do erro, mas muitas vezes, o erro é observado depois de um acerto que ao se conhecer mais, percebe-se a realidade, a exemplo do “milagroso” DMAE em anti-sinais (Veja em: GIANNOCCARO, F.B.; GRAGNANI FILHO, A.; FERREIRA, L.M. Cultivo de fibroblastos com DMAE. Cosmetics & Toiletries, 19(1): 59-61, 2007. ) bem como do FORMALDEÍDO nas “famosas” escovas progressivas (Veja em: http://www.anvisa.gov.br/cosmeticos/alisantes/index.htm). Mas, só nesses dois exemplos, que substâncias saíram de grandes heroínas da beleza passando a vilãs, podemos pensar na velocidade e na assertividade de se colocar produtos cosméticos no mercado. Muitas vezes com produtos que são verdadeiras “armas mágicas” (lê-se arma química) que invadem o mercado tornando alguns empresários contentes e o mercado, pasmo com o pouco que se conhece dos próprios produtos.

Então, temos alguns exemplos que não chegaram ao grande público, mas a parte técnica acaba sabendo.
Como no caso de um analista de desenvolvimento que por desconhecer (ou ignorar) que uma formulação de cosmético é uma reunião de compostos químicos e que estes interagem entre si, e acabou gerando uma pequena quantidade de nitroglicerina em um desenvolvimento de anti-perspirante, resultando em uma explosão, na estufa do laboratório. Por sorte, a reação foi lenta, a quantidade pequena e ocorreu no período noturno.

Outro exemplo ocorreu em uma pomada para assadura (em indústria farmacêutica) onde o tensoativo era LSS (lauril sulfato de sódio) e foi utilizada grande quantidade (bem acima do necessário para se conseguir uma emulsão), e causou uma profunda irritação de pele. Outro caso é o da formulação de um hidratante capilar que ficou bastante estável, o tanto que mesmo profundamente contaminado com microorganismos, não houve alteração de suas características físicas, ou seja, mesmo o cliente final sendo contaminado, continuaria utilizando-o, e isso poderia acarretar em reações de irritação ou alergia.

Conhecer esses deslizes é extremamente importante para um profissional da área, pois o auxilia a evitar que sua empresa ou seu cliente sofra com as conseqüências de uma decisão não muito bem pensada, ou mesmo precipitada. Claro que a velocidade do mercado é muito maior que a velocidade da pesquisa e a empresa que não aprender a ser veloz acaba por perder fatias mercadológicas importantes, mas então, como sair desta posição tão desagradável?
Vamos tentar pensar da seguinte forma:

1) Precisamos ser velozes;

2) Precisamos ser inovadores;

3) Precisamos ter critérios científicos;

4) Precisamos ter tempo analítico;

São quatro pontos distintos e opostos. Se você colocar no papel verá justamente isso, porém, faça uma associação entre cada um dos pontos, por exemplo: Se você tem tempo analítico para ter critérios científicos, é possível ser veloz e inovador. Mas para isso, é preciso preparo, conscientização e melhoria contínua.

Aplicar ferramentas que os administradores de empresa aprendem desde o início dos estudos, bem como os profissionais da área técnica também aprendem, mas de forma clara, precisa e metódica, sem se esquecer de que para se aprender, é preciso também errar, é preciso ser criativo, é preciso ter tempo, mas principalmente, é preciso saber observar o erro dos outros.

Cristiano Ricardopor Cristiano Ricardo
Colunista do Portal Estética Brasil
Farmacêutico – Bioquímico
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2 Comentários para 'Aprendizados: O Brasil e o mercado de cosméticos':
  1. nanci says:

    adorei ler sobre o cigarro,pois estou na fase de redução,de 20 cigarros ao dia ,estou somente com 1,e amanhã é a data para eu parar de vez,foi otimo ver o quanto parar faz bem para pele,pois é este o meu problema,acabei de gastar 2 mil no dermo e nada resolveu,e com a diminuição já estou sentindo a diferença,legal que existe pessoas como voces para nos ajudarem.
    grata.
    nanci.

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  2. Richard Bartier says:

    Seu site me ajudou numa entrevista para uma grande empresa de cosméticos. Tive dificuldades em encontrar numeros mais atualizados do setor. ( mas isso foi geral…) Parabéns pelo trabalho sério. Abs e obrigado.

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