Alergia x Intolerância Alimentar

São condições distintas, mas que ainda causam muita confusão, devido à semelhança de alguns sintomas e porque muitas vezes o alimento em questão é o mesmo, como ocorre com o leite, o qual pode causar alergia em algumas pessoas e intolerância (à lactose ou açúcar do leite) em outras. É muito importante saber diferenciar as […]

Artigo escrito por Juliana Crucinsky

São condições distintas, mas que ainda causam muita confusão, devido à semelhança de alguns sintomas e porque muitas vezes o alimento em questão é o mesmo, como ocorre com o leite, o qual pode causar alergia em algumas pessoas e intolerância (à lactose ou açúcar do leite) em outras. É muito importante saber diferenciar as duas condições, pois o tratamento médico é diferente e as medidas dietéticas também.

Intolerância alimentar é uma reação adversa provocada por reações tóxicas, farmacológicas, metabólicas ou por substâncias químicas presentes num determinado alimento, enquanto que alergia alimentar é uma reação mediada pela imunoglobulina E (IgE), em reação a uma proteína alimentar normalmente não prejudicial, mas que em determinadas pessoas (conhecidas como atópicas) são reconhecidas como agressores.

As reações alérgicas, normalmente ocorrem instantaneamente ou em até 24 horas após a ingestão do alimento, e sua gravidade varia desde efeitos suaves e quadros potencialmente fatais. A exposição a estas proteínas ocorre pela ingestão do alimento, e mais raramente, pela sua inalação (quando as proteínas entram em contato com a mucosa nasal) e por contato com a pele.
Estas reações podem ser definidas com uma resposta anormal do organismo à presença de uma proteína que em indivíduos não predispostos a alergia, não correria.

As alergias alimentares ocorrem com mais freqüência em indivíduos que já apresentam algum tipo de alergia, como as respiratórias, e acomete mais frequentemente crianças pequenas, principalmente as que não foram amamentadas com leite materno ou que receberam outros alimentos precocemente, e tende a desaparecer ou diminuir sua intensidade com o passar dos anos.

Diversos sintomas (cutâneos, respiratórios, cardiovasculares e gastrointestinais) podem ocorrer durante uma reação alérgica, porém as mais freqüentes são as cutâneas e respiratórias. Em casos mais graves ocorre anafilaxia, uma resposta aguda a ingestão de um alimento, que pode incluir dor abdominal, náusea, vômitos, cianose (extremidades arroxeadas), queda na pressão sangüínea, dor torácica, urticária, diarréia, choque e morte, caso o paciente não seja socorrido a tempo.

Os alimentos mais relacionados à alergia alimentar são o leite de vaca (principalmente quando utilizado precocemente como substituto do leite materno), peixe, amendoim, nozes, soja entre outros, entretanto, qualquer alimento rico em proteínas pode vir a provocar alergia alimentar. Diversos fatores, como hereditariedade, exposição ao alimento no período pré (durante a gestação) ou pós-natal (desmame precoce, por exemplo, ou através do leite materno, quando a mãe ingere um alimento potencialmente alergênico), permeabilidade gastrointestinal (o que favorece a passagem de fragmentos de proteínas, que poderiam causar a reação alérgica) e fatores ambientais, como a exposição microbiana.

O tratamento dietético consiste na exclusão total do alimento responsável pela alergia e de preparações elaboradas com este alimento. Por exemplo, no caso de alergia à proteína do leite de vaca, é necessário excluir o leite e derivados da alimentação, assim como bolos, biscoitos, purês, etc, preparados com leite e seus derivados. No caso de doença celíaca (alergia ao glúten, presente no trigo, aveia, centeio e cevada) é necessário excluir estes alimentos, alimentos que os contenha em sua formulação e mesmo evitar fritar um alimento na mesma gordura em que algo contendo um dos alimentos proibidos tenha sido fritado, para evitar o risco de “contaminação” pelo glúten.

As intolerâncias alimentares são reações adversas à ingestão de um determinado alimento, mas que não envolvem o sistema imunológico, ficando suas reações restritas, principalmente, ao trato gastrointestinal, apesar de em menor proporção, poderem afetar o sistema respiratório e a pele, o que acaba gerando muita confusão com os sintomas da alergia alimentar. As intolerâncias mais comuns estão relacionadas aos carboidratos, como a lactose (açúcar do leite), na qual o organismo acometido não produz, ou produz em pequenas quantidades a enzima lactase, responsável por sua digestão. Como a lactose não é digerida, fica intacta na luz intestinal, sendo fermentada pelas bactérias intestinais, provocando o surgimento de gases, cólicas intestinais e diarréia, por exemplo. Neste caso, o tratamento é diferente daquele preconizado para alergia ao leite de vaca, pois o paciente necessita de uma suplementação da enzima lactase e necessita reduzir ou mesmo eliminar (nos casos mais sensíveis) da alimentação as fontes de lactose. Entretanto, na maioria dos casos, não é necessário excluir queijos e iogurtes, que contém um menor teor de lactose.

Juliana Crucinskypor Juliana Crucinsky
Colunista do Portal Estética Brasil
Bacharel em Nutrição pela UERJ e Mestrado em curso
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9 Comentários para 'Alergia x Intolerância Alimentar':
  1. Maria Alice says:

    Gostaria de parabenizar principalmente o Leonardo, nosso querido Leo, que conheço desde pequeno, pelo belo trabalho que vem desenvolvendo. Este artigo me interessou sobremaneira, tendo em vista que minha neta de 9 meses tem este tipo de alergia, só toma leite Pregomim, caríssimo e só come frango coelho ou rã. Se puder ernviar-me mais esclarecimentos ficaria grata. Abraços e parabens

    Maria Alice

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  2. Juliana Crucinsky says:

    Olá Maria Alice!
    O acompanhamento médico é muito importante, inclusive para avaliar, se com o passar do tempo e amadurecimento do aparelho digestivo, os sintomas da alergia ficarão mais suaves. Sua neta tb é alérgica à carne de boi? Ou vcs nunca testaram?
    O acompanhamento com nutricionista tb é importante, para avaliar o desenvolvimento de sua neta, o ganho de peso, crescimento, e para facilitar o dia-a-dia de vcs, com relação às melhores opções de alimentos e formas de prepará-los.
    Aos poucos, outros alimentos, como peixe e ovo e até mesmo a soja, poderão ser introduzidos na alimentação, mas não faça sem a orientação médica e do nutricionista, para evitar o risco de surgimento de novas alergias.

    Gde abraço,

    Juliana

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    luciana Reply:

    GOSTARIA DE OBTER MAIS INFROMAÇÕES QUANTO A ALERGIA A TRIGO COM SINTOMAS PERSISTENTES TANTO DO TRATO RESPIRATÓRIO,QUANTO NA REGIÃO CUTÂNEA.TEMOS UM CASO NA FAMILIA ONDE A PACIENTE TEM SOFRIDO A MAIS DE 10 ANOS E SÓ AGORA GRAÇAS A DEUS TÊM APRESENTADO MELHORA.SÓ QUE VIVEMOS SOBRE CLIMA MUITO TENSO,POIS A PACIENTE SOFRE MUITO POR NÃO PODER INGERIR BOLOS,SALGADOS,POIS E UM DOS TIPOS DE ALIMENTOS QUE MAIS APRECIA.ESTOU A PROCURA DE TIPOS DE FARINHAS QUE POSSAM SUBSTITUIR A FARINHA DE TRIGO,POIS A MESMA É A BASE PARA PREPAROS DE BOLOS E SALGADOS.
    FICAREI GRATA,DEUS ABENÇÕE.JESUS AMAVOCÊS.

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  3. maria alice says:

    Agradeço, de antemão sua resposta. A Mariana, na verdade, somente pode comer rã, coelho e frango. Ela tb não pode comer frutas ácidas nem derivados de milho e leite. Tem 9 meses e, finalmente, atingiu 7 Kgs 750 grs. Tenho esperança de que, em breve poderemos introduzir outros alimentos, sobretudo o leite. No lugar de pregomin qual o leite que poderia ser introduzido.
    Abraços e, desde já agradecida

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  4. Juliana Crucinsky says:

    Olá Maria Alice!

    A fórmula que mais se assemelha ao Pregomin, é o Alfaré, da Nestlé, mas este produto contém traços de lactose e se sua neta possui também intolerância à lactose (que é o açucar do leite), não deverá ingeri-lo sem acompanhamento médico.
    Nosso intuito, aqui no site é fornecer orientações gerais, mas em hipótese alguma, nossas informações devem substituir o acompanhamento dos profissionais de saúde (no caso da sua neta, médico e nutricionista). É importante q antes de fazer qualquer modificação na alimentação dela, vc converse e esclareça TODAS as suas dúvidas com os profissionais que a acompanham, e por isso mesmo, insisto que o acompanhamento com nutricionista também é importante.

    Gde abraço!!!

    Juliana

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  5. Vanessa Lucena says:

    Olá, Juliana.

    Meu sobrinho, Victor, tem 1 ano e 11 meses e a somente 2 meses descobrimos que ele tem alergia a leite e intolerância a lactose.
    Esta fazendo tratamento com uma gastro, mas tenho algumas dúvidas, até mesmo quanto a proteína caseína. Tem uma forma que depois que ele tiver a ige diminuida ele possa ingerir leite? Tem alguma forma de controlar, ou melhor, algum medicamento que ele possa controlar a lactase no organismo. Caseína e caseínato de sódio são a mesma coisa?
    Desde já, agradeço.
    Att,
    Vanessa.

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  6. Sandra says:

    Gostaria que nesses documentarios se colocasse fotos

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  7. viviane says:

    Olá! Estou enfrentando um dilema,tenho um filho de 9 anos que descobrimos no final do ano passado que ele tem má absorção do açucar pelo organismo e o pior cada medico diz uma coisa, um que é so por 1 ano que fara a dieta e outro que é pra vida toda,um pode comer algumas frutas outro nao podem, nossa ta dificil minha cabeça ta a mil, sei que se ingerir frutose ou açucar ele tem diarreia e queixa dores no abdomen, poderiam me informar uma pouco mais sobre essa patologia.
    Obrigada!
    Viviane

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  8. soraya says:

    meu filho tem 1 ano e oito meses e descobrimos alergia a proteina do leite, geralmente ataca a parte respiratória, tem reações cultâneas e edema na vista. Para isto não é necessário que ele ingira o leite, basta alguém colocar a mão suja com algum derivado do leite.Ele tem também alergia ao ovo mais não é tão grave. Gostaria de saber se quando a criança é alergica a caseína de forma grave e fica tendo crises, se com isto ela está criando anticorpos a ponto de se imunizar o quanto antes e se existe alguma forma de ajudar o intestinos a absorverem melhores estas proteínas.
    Queria saber também se tem problemas de se alimentar um bebe com esta idade com leite de arroz. Pois meu filho adora.

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  9. Soyanne says:

    Olá Juliana,
    Meu filho nasceu de 7 meses e com 1 mês de vida apresentou fezes com sangue o pediatra então diagnosticou como sendo intolerância à lactose e pediu que eu suspendessse toda a minha ingestão de leite de vaca e seus derivados para continuar dando mama ao meu bebê. Depois de ter suspendido o leite da minha alimentação meu bebê não apresentou mais nenhuma alteração. Aos 4 meses fui encaminhada a um gastro pediatra que pediu os seguintes exames: Rast para caseína, alfa e beta lactamase e IgE total os resultados foram todos como CLASSE 0 (ausente) no caso dos primeiros exames e 13 no caso do IgE total ( que até 1 ano de idade tem que ser até 15), todos os resultados foram abaixo do limite. O que gostaria de saber é se essa intolerância à lactose do meu filho já passou.
    Obrigada!
    Soyanne.

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