“Eua: Vanessa Hudgens devora uma pizza nos bastidores”.
Olá queridos,
estava lendo hoje o site do ‘Terra’ e me deparei com esta manchete.
Antes de abrir a notícia em si, fiz rapidamente um levantamento das hipóteses acerca do teor da matéria. Sim, porque, ao meu ver, os jornais, impressos ou eletrônicos, deveriam ter a preocupação de escreverem matérias que fossem, de alguma maneira, relevantes para os leitores.
De qualquer maneira, pensei em três hipóteses que seriam relevantes, para os fãs da moça, ou para a imprensa em geral, a saber:
- A pizza teria sido envenenada e a atriz estaria internada, ou morta.
- A atriz em questão havia dito, no dia anterior que faria jejum em memória das crianças africanas que não ganham ovos de páscoa. E desta forma, havia descumprido sua promessa.
- A pizza era coberta com maconha!
Enfim abri a notícia, não esperando na realidade nada muito relevante.
O teor da notícia era apenas uma foto, de uma atriz comendo um pedaço de pizza.
Coisas que se repetem semanalmente em nossas casas, com a diferença que não somos atrizes.
E é isso que me assusta. Fico assustada, com o fato da mídia dar tanta importância para uma coisa tão prosaica.
Colega, o mundo não mudará por causa desta informação.
Eu não estou aqui querendo bancar a pseudo-culta, afinal, quem não gosta de uma fofoca? Mas, a indústria da fofoca, está faturando cada vez mais alto, (enquanto massacra nossos artistas para satisfazerem nossa curiosidade) e os governantes estão fazendo a festa.
Será que não estamos nos alienando? Será que não é isto, justamente, como diria o Sr. Juvenal Antena, que eles querem?
Enfim, não podemos perder o foco… escolha o que for realmente relevante para sua vida para ler, porque sinceramente a política do pão e circo já se foi em muitas sociedade, mas ainda impera por aqui!!!
E daqui a pouco, vem outro carnaval, nasce o bebê da Camila Pitanga e mesmo assim, ainda assim , vai haver fome, roubo e crimes nas ruas atingindo à todos nós…
OBS: Continuo sem fumar! Rá! E os benefícios só aumentam. Esta semana consegui correr! E para quem interessar possa, ainda não engordei tá?
Oh Glória!!!
Beijos!

por Bruna De Leo
Graduada em Ciências Econômicas pela FAAP
Colunista do Portal Estética Brasil
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Acima de tudo gosto do seu bom humor de muito bom gosto
Olá Bruna
Quero parabenizá-la pelo extremo bom gosto em suas críticas.
Não perco uma se quer…
Continue sempre com esta visão aguçada do Mundo
Um grande abraço
Jamile
Oi, Bruna,
Concordo com você, quando se diz assustada com a mídia e com o povo. Eu também ando muito assustada com esses dois. Você chama a essas notícias sem teor real de pão e circo, eu chamo de cortina de fumaça. Enquanto nossos governantes vão fazendo o que querem (vide a Amazônia, por exemplo), uma parcela da mídia vai jogando fumaça nos olhos do povo. E, o que mais me admira é que o povo nem percebe. Como carneiros vão seguindo para lá e para cá, ao comando do chefe. E a razão dessa alienação provém da política educacional e da saúde sucateada. Afinal, parafraseando um conhecido político: “Povo bom é povo sem educação e doente”.
NOS BASTIDORES DA MÍDIA
Luiz Domingos de Luna
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Penso que a mídia brasileira vem crescendo de forma positiva, ágil, versátil, informatizada; seu poder de informação é amplo, irrestrito, sem fronteiras; os noticiosos são bem aprimorados, toda uma programação que de fato e de direito se posiciona muito bem num Estado Democrático de Direito cumprindo a sua função primeira que é informar a sociedade, mantê-la sempre vigilante e atuante no processo continuo de aprimoramento dos seres humanos no espaço social. Sempre uma luz a pairar no presente, problematizado o nascedouro do futuro e abrindo novas facetas para novas problematizações.
Esta força desenvolvimentista é um imperativo para o crescer harmonicamente em sociedade, e de maior valia para a unidade social Brasileira. Porém, com este processo acelerativo do momento presente, onde novas ferramentas são diariamente oferecidas e que tudo deve ser atualizado, pois a informática é um dos setores que está sendo privilegiada, por aprimoramento de instrumentos que agilizam todo o processo como um todo, o que é uma forma de aprimoramento contínuo, facilitando a vida de todos os cidadãos brasileiros, talvez pela versatilidade da informática, alguns setores que formam a base da estrutura da liga social vem de certa forma, ainda que talvez sem querer, o por não ter a dimensão de seu poder, esquecendo ou não priorizando para o momento e que de certa forma vem causado uma falta para a sociedade, pois, se não Vejamos: Todos os demais paises têm um grande orgulho em mostrar para o mundo seus grandes escritores, poetas, contistas e principalmente os agentes culturais do país. Os Fomentadores da cultura sejam: regional ou nacional.
Os grandes Veículos de comunicação do Brasil durante o século XIX e até meados do século XX traziam em seu bojo, romance, contos, referencial dos grandes vultos da literatura nacional e a poesia sempre presente.
Creio que a juventude precisa ser oportunizada para leituras de poesias, incentivadas para a leitura dos clássicos nacionais e o fomento as manifestações artísticas e culturais de uma região, do país. A iniciativa de projetar para os jovens esta vontade de focar o gosto pela cultura arte e literatura {…} iria com certeza facilitar o trabalho dos educadores em sala de aula, o relacionamento familiar, empresarial e um fluir de uma nova betumação social com certeza iria nascer, onde todos seriam beneficiados, e a sociedade à luz do por vir sempre na esperança, na fé e no pulsar de um novo horizonte, visto a estrutura está alicerçada nas bases culturais que foram responsáveis pelo processo civilizatório da humanidade.
A Idiotização da Juventude
Luiz Domingos de Luna
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A indústria Cultural Brasileira, alimentada pelo capitalismo selvagem e direcionador, está diariamente bombardeando a sociedade com uma massificação cultural alienante, no incentivo constante ao consumismo desenfreado a uma cultura alheia a realidade do espaço tempo das manifestações artísticas e regionais, do talento, da arte, da literatura, da música, e da relação histórico raízes por um modelo que prioriza um modismo falso e enganoso na sede insaciável pelo lucro fácil tendo como ferramenta basilar uma mídia cordata que projeta no universo social o lixo podre do vazio navegando eternamente nas ondas no nada.
Praza Deus que a Internet, à luz da civilidade possa direcionar e resgatar estas riquezas regionais do patrimônio imaterial de nossa gente, bem como o fomento por parte de sites de busca priorizando este manancial da epistemologia genética regional no repasse para o mundo on-line, passando para os olhos das futuras gerações o legado das preciosidades destiladas ao longo da história do homem, numa tentativa de regatar a identidade cultural do homem para a busca do compreender da nossa presença e da nossa atuação no espaço social.
Creio que desta forma estaremos contribuindo para a formação de uma juventude consciente, responsável, globalizada nos conhecimentos, na visão de mundo, na liberdade de expressão, na compreensão da heterogenia social. Este fluir do conhecimento e no incentivo a manifestação regionais é com certeza o antídoto para a idiotização da juventude, quando da aplicação do veneno destruidor da luz da vida no convívio social que é a cultura massificada do nada para chegar a lugar algum.
Google, Luz da civilização!
Luiz Domingos de Luna
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O Google encanta o mundo
A informação gira o planeta
Como uma carrapeta
A busca em enésimos de segundo
Uma ferramenta globalizada
Democrática e pulverizada
A serviço da humanização
Luz de vida
Luz de mundo
Luz da humanidade
Luz de civilização!!!
A Vida é uma cela
Luiz Domingos de Luna*
O Poder existencial na correnteza do tempo porta o mistério da vida, burla a mente humana, e escraviza os seres vivos, pois, senão vejamos: a vida sempre depende de matéria, preferencialmente, matéria perecível, logo, a vida é um prenuncio da morte, assim, todo ser vivo é um ser morto dependendo tão somente da variante existencial – Tempo.
O ser humano para existir precisa de uma carcaça, toda força pensamental, inteligível e processual é planejada, calculada e, vivida nesta carcaça da vida no interregno passageiro, o que de já, um grande peso, considerando a nossa força gravitacional que é muito forte e poderosa.
O Substrato da vida para existir cobra um preço muito alto, o corpo dos viventes é muito exigente, a dependência do meio ambiente é um agente controlador de todo processo existencial.
A Ciência pouco tem feito para mudar este quadro amedontrador que ceifa milhares e milhões de vida, no caso especifico do homo sapiens desde o surgimento do homem na era da cenozóica no período do pleistoceno aos dias atuais.
Essa maquina assassina da existência é tão poderosa que dos mais sábios vultos da humanidade aos mais simples dos humanos, ninguém ainda, teve coragem de enfrentar de frente este Dragão que se alimenta sorridentemente, de vidas no decorrer do espaço tempo
Por que isto acontece?
A Humanidade aceita calada e ordeira, a prisão existencial imposta aos seres humanos, quando muito, fica em fagulhas temporais uma história que, as mais das vezes, no freio existencial, um mito, uma lenda e por fim o esquecimento pleno – Total.
Esse poder existencial, que nunca foi barrado com seriedade, ou sem, é, foi, e será uma constante na vida dos seres vivos no planeta terra.
Os seres vivos aceitam isto como uma fatalidade, uma realidade imutável, o destino e haja substantivo ou adjetivos para qualificar esta dor existencial.
Porem, não muito longe, planetas, quasares, estrelas, seres luminosos, ou iluminados a quebrar a barreira do tempo sem esta limitação existencial – Por quê?
Por que a terra que o homem vive na vertical é a mesma que viverá na horizontal, ainda que sem vida – Corpos gelados, restos, somente restos.
Burlar o poder existencial, não é algo fácil, porém, também não é impossível, pois a cada volta do homem no cosmo, no futuro, maior a possibilidade de se encontrar com seres que já ultrapassaram esta forma embrionária e obsoleta de existir.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamenta e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora CE.
Terra que mata
Luiz Domingos de Luna*
Outro dia eu me encontrei com um Aquariano, foi uma verdadeira festa falamos de nossos costumes, nossa cultura, enfim foi um reencontro que há muito esperava, porém de difícil acesso, devido à falta de comunicação que nós temos uns para com os outros.
Como a minha memória aquariana está muito fraca, já posso ser considerado um terráqueo de verdade, então perguntei para o colega-O Planeta terra assassina a vida?– sim. – O planeta faz isto por quê? -As espécies existentes estão sempre evoluindo, enquanto que a natureza não e, cada espécie que atinge um estágio superior assassina a anterior, o planeta está sempre em guerra consigo mesmo.
Afinal, o aquecimento Global vai ou não destruir o planeta Terra? – Sim, com certeza, não tenha dúvidas sobre isto – Como? – Realmente, quem tem o controle do poder existencial na bolinha ainda azulada são as bactérias, assim, estes minúsculos seres são responsáveis pela massa gasosa tanto nos oceanos como nos espaços geográficos sólidos, porém quando há um alinhamento destes minúsculos seres para a proliferação de um tipo de gás letal para os seres vivos, muitas espécies são extintas, caso a harmonia seja plena neste complô bacteriano, a vida dos seres vivos pode ser tornar inviável. – O Que já aconteceu em eras anteriores, embora de forma não tão bem elastificada em todas as regiões de forma e intensidade contínua e permanente, a ponto de criar uma destruição total da vida dos seres vivos, porém, tal possibilidade em teoria seja algo que possa ser aplicado na prática
As Bactérias são as controladoras do gás carbônico na biosfera, que tanta mata em excesso ou na falta. -Como assim? – A taxa de gás carbônico dissolvida no ar é quem define se existe vida ou não, se as taxa for apta todos vivem, ou todos morrem, ou, senão todos, pelos menos parte, o que de já, um grande prejuízo para humanidade dado o processo de globalização e por que não dizer do efeito estufa, neste instante. o grande aliado e queridinho das bactérias assassinas
Entendeu?
-Não
Mas é assim que a coisa funciona.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra- Aurora – (CE)
O Surgimento da vida- Luz Invasora!
Luiz Domingos de Luna*
O Planeta terra gira no espaço sideral, perdido na infinitude da existência, um show apoteótico no cosmo, surge à vida, nasce um problema, se o planeta terra propiciou condições para o surgimento da vida, fonte de vida, fica os seres vivos como terminal do processo existencial, assim, o planeta depende da vida e a vida do planeta – Certo – Errado. Como errado?
A extinção da vida no planeta terra, não significa a extinção do planeta em si, mas, somente a vida como processo existencial no espaço tempo.
- Qual o interesse do planeta terra em criar a vida para depois extingui-la, de forma tão cruel e violenta. Se a própria bola sideral pode sobreviver sem o sopro vital.
- O Planeta Terra não é idiota.
Como?
- A vida invadiu a terra, todo o processo existencial, no silêncio cósmico teve que se dobrar aos caprichos dos seres vivos no planeta dos humanos, mas isto não quer dizer que esta luz invasora existe somente aqui.
Qual á dúvida?
- Os elementos químicos que formam a massa universal são constantes, coesos e unos, a probabilidade de se ter ou não vida é apenas uma questão dados amostrais, em seqüência, ou não.
Qual a certeza?
- Se o cálculo da mediana do processo químico interativo for apto a vida surge do contrário, não, logo, tudo é somente uma questão de seqüenciamento de elementos químicos em tempo e espaço em doses bem determinas e num percentual de exatidão exata.
- Entendeu
Não
- Por que, sendo assim, a vida poderia surgir em qualquer parte do universo curvo em expansão.
-Exatamente isto!!!!
Entendeu
-Não
Mas é assim que a coisa funciona.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
REF: http://www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com
Aquariano, logo existo!
Luiz Domingos de Luna*
Outro dia eu estava bem sentado no meu planeta natal-Aquarius, quando de repente comecei a pensar, ora, enquanto estava pensando, descobri que em Aquarius não se pensa, logo o pensar não existe, diante desta situação vexatória, passei do chip dos humanos para o dos aquarianos, foi um impacto muito forte, pois, a partir do momento do transplante todo pensamento sumiu, o chip aquariano é tão somente uma gravação que remonta a Big Bang, o tempo real não existe, um barulho ensurdecedor, são fatos ocorridos, tudo bem encaixado em uma seqüência perfeita.
- Quando a bateria que fornece energia parar – Como é que fica? – coloca-se uma nova, – Quando o chip pifar?- Coloca-se um novo. – O novo é atualizado?– Não, porque isto nunca acontece. Em Aquarius o tempo real não existe. Tudo é feito para a eternidade. Uma energia contínua que clona qualquer pensamento e coloca no arquivo da memória.
– Nós somos como o sol a energia que consumimos é a mesma que produzimos, logo, matematicamente, o zero seria sempre o nosso referencial para o inicio, o meio ou o fim.
Os humanos para existir, precisam pensar, e nós? – Nós precisamos apenas da matéria escura, sempre na matéria escura nós temos o formato, sem a matéria somos diluídos no espaço sideral, pois o nosso campo gravitacional é inverso ao que você conhece.
-E eu, finalmente, sou um terrestre ou um Aquariano? – O dois? – como assim? – você funciona na matéria clara e na escura.
-Existem outros que também são assim?
-Sem dúvida
-Alguma dúvida
-Todas
-Alguma certeza
-Nenhuma
-Mas é assim que a coisa funciona.
* Professor, Aurora – Ceará.
JOAQUIM MULATO, PENITENTE.
Transcrição: Luiz Domingos de Luna.
Que anjos são estes que guerreiam conta a fome, a peste e o pecado? Que purgam, na própria carne, a transgressão do mundo? Corpos lanhados, como o de Cristo, que dialogam com os crucifixos. Ordem dos penitentes, grupo que perambula empapuçado, pelas noites, rezando e bodejando benditos. Uma fé incondicional. Uma tradição que vem de tempos remotos, passa pela idade média e chega ao sítio Cabaceiras, Barbalha. Introduzida pelos missionários do século XVIII, reforçada quando da epidemia de cólera no século XIX, pela mediação do Padre Ibiapina.
Joaquim Mulato nasceu no sítio Cabaceiras, Barbalha, dia 3 de março de 1920. O pai, o agricultor Pedro Mulato de Souza, “remediado”, casou com uma mulher mais velha que ele, Maria Velosa da Conceição, e tiveram dezesseis filhos (…)
Conta a crônica que a religiosidade sertaneja foi marcada pelos missionários capuchinhos, que aqui estiveram no século XVIII. A Tônica era a ameaça do fogo do inferno. Daí se reforçou esse maniqueísmo que tem origens mais fundas, e, mesmo nas escrituras, “a invenção do demônio,” é posterior ao Gênesis. A Penitência, no dizer de Joaquim Mulato, foi introduzida pelo Padre Ibiapina, sobralense, homem da elites, bacharel em direito, que abriu mão de tudo para cuidar dos pobres, criar casas de caridade no sertão. De onde saíram beatas, e disseminar um catolicismo triunfante. Moldado pela Contra-Reforma, com base na “ Missão Abreviada”, e que teria trazido os benditos, ainda hoje entoados pelos penitentes do sitio Cabaceiras(…)
Contam que Rosemberg Cariry, quando fazia imagens do grupo, nos anos 80, teria sugerido a utilização de umas tochas para iluminar o ritual. A flagelação à noite teria pouco impacto. E as tochas embebidas em gasolina davam um tom dramático que combinava com a severidade da cerimônia (…)
O Juazeiro tem um mistério que… não sei não.
Não tem opinião muito favorável sobre o beato José Lourenço, repetindo o senso comum de que ele “ botava os bestas pra trabalhar de graça” e a acusação do assédio sexual, repetida, inclusive, por Câmara Cascudo, em plena euforia do Estado Novo de Vargas.
Já com Conselheiro é mais tolerante: “era monarca, contra a República”.
O Silêncio é entrecortado pelos carros que passam em alta velocidade. Sobre as laterais do oratório, imagens inconclusas, que um dia serão cortadas com canivetes, ferros, a madeira ferida, como é ferido seu corpo de penitente, lavado com sal para purgar a Humanidade inteira.
Ficha Catalográfica
Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
C331a Carvalho, Gilmar de
Artes da Tradição: mestres do povo/Gilmar de Carvalho; fotos de Francisco Souza-Fortaleza: Expressão Gráfica/Laboratório de Estudos da Oralidade UFC/ UECE, 2005. 269p; Il. ISBN.
O Chip do Planeta Terra
Luiz Domingos de Luna *
Outro dia, fui convidado para participar de uma conferência no meu planeta natal – Aquarius, como de costume, juntamente, com os colegas de sempre, pegamos a nave e embarcamos, depois de uma viagem cansativa chegamos.
O Tema da conferência foi logo exposto, de modo, a iniciar a reunião. Escutamos:
O Planeta Terra não precisa de vida para existir, porém insiste em manter ao longo de sua história este sopro vital – Por quê? Um Aquariano bem a frente levantou o braço e disse em voz alta – Simples, a vida na terra dá lucro. O Conferencista coçou a cabeça e perguntou dá lucro! Como assim? O Planeta oferece condições para o surgimento da vida, alimenta bem e, depois ingere toda massa ex-viva, num processo continuo, pois lá, o tempo real existe num ciclo constante.
Um Aquariano, bem ao meu lado, indignado proclamou – Protesto, pois se a terra se alimentasse de toda massa viva que ela mesma produz o planeta seria o maior do universo, e pelo que consta nos autos, é apenas o terceiro na via – láctea, e de pequena significação com relação a sua massa de coesão atômica.
O Plenário choveu de palmas, porém o conferencista detonou – Protesto negado! O colega parte de uma premissa verdadeira para chegar uma conclusão falsa. Como assim?Perguntou o assistente. Se realmente a colega { terra} consumisse, tão somente, a massa viva, com certeza seria a maior do cosmo, porém, está em nossos registros que não é bem assim, pois a massa produzida pela ingestão da conteúdo morto é automaticamente transformada em energia e vendida a outro parceiro, ou seja,100% da energia é vendida, do contrario, o planeta estaria inchado e na realidade ele está é diminuído sua unidade de massa.
E este lucro obtido com a venda de energia é investido em que?
Na compra de enzimas cósmicas para o preparo das lavas vulcânicas e do gás galáctico para a dissolução dos deslocamentos das placas tectônicas.
- Fábrica de futuras vidas de forma diferenciadas
Este investimento serve para nós
-Não
Por quê?
- Um capital muito alto investido em algo de grande risco
Tem certeza?
Não
-Dúvida
Todas
-Mas é assim que a coisa funciona.
( * )Professor – Aurora – Ceará.
Email: deuteronomioarte@ig.com.br
Fuxico – Um resíduo social.
Luiz Domingos de Luna*
Desde o umbral da historia do homem em sociedade, que um resíduo sociológico, vem, das mais priscas eras, perpassando por todos os períodos, colado no cotidiano dos seres humanos, como um vírus a espalhar doenças contagiosas, pois, têm um poder letal em qualquer agrupamento sociológico, quantos danos provocados no processo interativo, prejuízos enormes na convivência humana, porém a força do fuxico, sempre presente a assombrar os mais fiéis crédulos, é uma arma apontada para um alvo, que se desconhece vez que, o fuxico pode, em questão de segundos, transformar-se num boato forte, consistente e às vezes com um agravante maior, o apoio da mediana da sociedade, os fundamentos racionais, em muitos casos, nem existirem, mas o boato voa, tem um poder incrível de manter-se vivo e atuante no espaço social.
Dada a força histórica que o fuxico exerce na argamassa humana no espaço tempo, deve sim, pelo menos em teoria ter algo positivo e afirmativo para a constância deste resíduo sociológico que vem se mostrando um gigante na formação diária de boatos, mitos, lendas… E, por conseguinte, toda a literatura ficcional, que, embora distante da realidade, às vezes como as linhas paralelas têm o seu encontro no infinito.A Admiração dos seres humanos pelo mundo ficcional é um imbróglio a incomodar sempre os “puristas racionais”, pois, o fuxico, não necessariamente, nasce de uma mentira, mas sim de uma especulação, que ganha milhares de adeptos, ou não, dependendo da aptidão social para tal fim, como saber se um fuxico é verdadeiro ou não? Se o seu alimento é a difusão social, pois, quanto maior for à adesão social, maior o seu poder de destruição ou não.
A Transmutação do fuxico para o boato é uma forma de defesa da sociedade? Estes vetores sociológicos fazem parte da civilização humana? Sem estes “pigmentos” o espaço social seria mais civilizado, e, por conseguinte mais harmônica a civilização do homo sapiens?
Com certeza não sei.
-Mas é assim que a coisa funciona.
(*)Professor –Aurora -Ceará
O Nascimento da Consciência Ecológica
Luiz Domingos de Luna*
deuteronomioarte@ig.com.br
O cheiro dos seres humanos é algo muito forte, via de regra, usamos os nossos sentidos como janelas para o mundo individual, de fato, a silhueta do homo sapiens corrobora para a o egocentrismo do nosso ser, nós somos meros captadores e consumidores de meio externo, porém, não há uma preocupação com a natureza, até parece, que esta despreocupação está timbrada no nosso DNA, em prosseguimento, as formas sociais vão desenhando o espaço pensamental de cada um, pois, vive-se numa eterna fábrica de seres humanos, ou desumanos, o circulo cultural permeado, tem um potencial modificador, capaz inclusive, de mascarar o direcionamento biológico na conspiração cotidiana de destruição do espaço, ao custo de reclames da mãe natureza, a chorar eternamente em berço esplêndido. Por enquanto e até quando?
O Contrato Social é a base, ou motor primeiro, para a harmonia do homem no espaço tempo, vez que, um contrato obsoleto cria sempre a preocupação com o substrato dos seres humanos na fixação no planeta terra, masmorras para sociedade, ou presilhas inoportunas, que inviabilizam a harmonia na floresta humana e, na maioria das vezes, um deserto árido para o meio ambiente.
O Nascimento pleno da consciência ecológica nasce, quando o ser humano for capaz de colocar a sua objetiva para o mundo exterior, observar a paisagem existencial geográfica, observar que o disforme ecológico, é uma coletânea dos disformes individuais e sociais, a elasticidade do tempo, esta geléia vai ganhando corpo, solidez e unicidade. É este monstro que assusta a sociedade e a coletividade humana como um todo – O Homem como o centro de destruição do planeta terra.
Falta ao ser humano o pigmento radioativo do bem comum, em todas as suas dimensões, desde o menor tecido sociológico ao maior.
Desde o mais frágil ecossistema(…)
Enquanto não existir uma conscientização de contrato social que dê a legitimidade, a legalidade as inúmeras espécies que formam a variante do conjunto da totalidade, do todo em partes, da biodiversidade existencial, das forças internas presente em cada um, para a disposição, da aptidão do estar sempre a serviço do bem comum e, do crescimento com sustentabilidade ecológica, por que no final das contas, somos a massa humana planetária em movimento, num carrossel giratório, na roldana deste tapete tortuoso – todo planeta sofre, se abala e chora.
(*) Professor- Aurora -Ceará